Você está aqui: Página Inicial » Gramática » Estilística » Antítese e paradoxo

Estilística

Texto:
por: Mayra Gabriella de Rezende Pavan

Antítese e paradoxo


A antítese e o paradoxo são utilizados para dar maior expressividade ao texto através da oposição entre palavras e ideias.





A amizade entre um cachorro e um gato, para muitos, é um paradoxo, já que acostumaram com a antítese presente entre eles: amor e ódio
A amizade entre um cachorro e um gato, para muitos, é um paradoxo, já que acostumaram com a antítese presente entre eles: amor e ódio



As figuras de linguagem servem para deixar o texto mais interessante, mais divertido, comovente, enfim, mais expressivo. Em geral, esse recurso é amplamente utilizado em textos literários, entretanto, é possível que apareça também em textos não literários.

Dependendo do que se pretende evidenciar, as figuras de linguagem são escolhidas. Hoje, enfatizaremos duas figuras que costumam gerar polêmica em virtude de sua natureza, a antítese e o paradoxo.

A antítese consiste na utilização de termos, palavras ou orações que se opõem quanto ao sentido. Veja alguns exemplos:

O amor e o ódio caminham lado a lado.

A verdade e a mentira fazem parte do dia a dia.

Perceba que no mesmo contexto foram utilizadas palavras que possuem sentidos opostos:

AMOR X ÓDIO

VERDADE X MENTIRA

O paradoxo também se fundamenta na oposição, só que esta ocorre entre o mesmo referente, por isso é mais profundo, pois permeia o âmbito das ideias, não simplesmente das palavras ou orações, como na antítese. Veja o exemplo:

Os mesmo braços que serviram de abrigo hoje transmitem solidão.

O paradoxo, no exemplo, está sendo representado pela oposição entre ideias: Como é possível o mesmo braço abrigar e trazer solidão?

Os exemplos e a explicação objetivaram esclarecer que tanto a antítese quanto o paradoxo são figuras pautadas na oposição. Entretanto, o que as diferencia é exatamente o seu campo de atuação. A antítese opõe palavras que já são de natureza opostas, enquanto o paradoxo opõe ideias opostas entre si, como visto no exemplo acima.

A escola literária que mais utilizou essas figuras foi o Barroco em virtude da conturbação de sentimentos, ideias e desejos tão comuns à época.