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Morfologia

Texto:
por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

Desinências Nominais, Vogal Temática e Vogal de Ligação








Desinências Nominais, Vogal Temática e Vogal de Ligação são considerados morfemas
Desinências Nominais, Vogal Temática e Vogal de Ligação são considerados morfemas

Ao discorrermos acerca dessa tríade (desinências nominais, vogal temática e vogal de ligação) que nos é apresentada, não estamos falando acerca de nenhum outro assunto senão dos morfemas. Morfemas, por sua vez, são aquelas unidades mínimas de significação, as quais constituem os vocábulos. Perceba este exemplo:

Terra
       Terreiro
                   Terraço
                               Aterrar 

Constatamos que em todas as palavras há um morfema que lhe é elementar – chamado de radical, no caso “-TERR-“. Dessa forma, juntando-se a ele (antes ou depois) vários outros pedaços, foi possível conferir significados diferentes às novas palavras que assim formam formadas. Munidos desse conceito, passemos agora a estabelecer familiaridade com as características que demarcam as Desinências Nominais, a Vogal Temática e a Vogal de Ligação. Por serem idênticas (haja vista que são representadas por uma única vogal), pode ser que alguns questionamentos surjam, podendo até mesmo haver confusão entre elas. Assim, perceba alguns detalhes:

MENINO – MENINA
GAROTO – GAROTA

Por meio de uma análise, constatamos que o “o” e o “a” designam o que chamamos de desinências nominais, visto que demarcam o gênero das palavras em questão – masculino e feminino (em que nada se assemelha com o sexo: masculino e feminino). Trata-se somente do gênero gramatical.

Agora, voltemos a estes exemplos:

Mesa - não existe “o meso”
Livro – não existe “a livra”
Escola – não existe “o escolo”

Constatamos que não se trata de uma marca de gênero, mas sim de um morfema que se junta ao radical, a fim de formar uma base, a qual se ligam as desinências, como por exemplo “mesas, livros e escolas”.

Há também a vogal temática verbal, indicando a que conjugação pertence à forma verbal, ou seja:

Partir – constatamos que o “i” representa a vogal temática indicando que o verbo pertence à terceira conjugação.

Por fim, temos a vogal de ligação, representando um morfema que apenas surge por motivos eufônicos (ligados ao som), justamente para permitir que a palavra seja pronunciada de forma efetiva. Como é o caso de:

GASÔMETRO
TECNOCRACIA
INSETICIDA