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Morfologia

Texto:
por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

Funções sintáticas dos pronomes relativos








A título de compreendermos acerca das características que norteiam o assunto em questão, façamos uma breve retomada ao conceito que se relaciona aos pronomes relativos. Estes, estando na oração seguinte, retomam um termo já expresso na oração anterior, de forma a evitar “possíveis repetições” que possam interferir na qualidade do discurso ora proferido. Neste sentido, analisemos os enunciados que seguem:

Os alunos prepararam-se bem. Os alunos foram classificados.

De modo a fazermos a junção entre ambas as orações, utilizar-nos-emos do pronome relativo, cujo resultado seria assim expresso:

Os alunos que se prepararam bem foram classificados.

Temos que o pronome relativo “que” substitui seu antecedente, representado pelo vocábulo “alunos”. Nesse caso, ele exerce a função de sujeito da oração.

Dessa forma, além de terem servido como conectivo entre as orações, exerceram também uma função sintática – a de sujeito.

Ideias preliminares enfatizadas, partamos agora para conhecer outras das muitas funções que eles representam. Comecemos então pelo pronome “que”, uma vez se referindo a coisas ou pessoas:

* Sujeito

Os alunos que se prepararam bem foram classificados.
(Os alunos preparam-se bem)

* Objeto direto

Chegaram as pessoas que convidei para o evento.
(Convidei as pessoas para o evento)

* Objeto indireto

* Aquelas são as referências bibliográficas de que você precisa.
(Você precisa das referências bibliográficas)
Ob. Indireto

* Complemento nominal

São muitas as travessuras de que o garoto é capaz.
(O garoto é capaz de muitas travessuras)
Complemento nominal, uma vez que completa o sentido do adjetivo “capaz”.

* Predicativo do sujeito

Admiro o grande homem que você é.
(Você é um grande homem)
Verbo de ligação

* Agente da passiva

Este é o jornal por que fui homenageado.
(Fui homenageado pelo jornal)
(agente da passiva)

* Adjunto adverbial

Esta é a casa em que vivi durante algum tempo.
(Vivi na casa durante algum tempo)
Adjunto adverbial de lugar

Quem – este pronome somente deverá ser empregado em relação a pessoas, constituído sempre de uma preposição.

Aquelas são as pessoas a quem devemos muita obrigação.
(devemos muita obrigação às pessoas)
O. indireto

Cujo – o pronome “cujo” tem valor possessivo, uma vez que ele concorda em gênero e número com o ser a que se refere, exercendo a função de adjunto adnominal.

O aluno, cuja família desconhecemos, é bastante problemático.
(Desconhecemos a família do aluno)

Onde - Este pronome indica sempre a ideia referente a lugar, exercendo, portanto, a função de ajunto adverbial de lugar.

Visitamos a cidade onde moram meus pais.
(Meus pais moram na cidade)

Quanto – Tal pronome tem por antecedentes os pronomes indefinidos “tudo, todo, todos e todas”.

Tudo quanto aprendemos, brevemente colocaremos em prática.
(aprendemos tudo – objeto direto)

Como – Exerce a função de pronome pelo fato de anteceder a uma expressão que indica modo – motivo pelo qual ocupa o posto de adjunto adverbial de modo.

Não gostamos da maneira como somos tratados.
(Somos tratados desta maneira)

Quando – Na função de pronome relativo, representa o papel de adjunto adverbial de tempo.

Avisarão o momento quando deveremos nos apresentar.
(Deveremos nos apresentar em algum momento)