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Voz Ativa/ Voz Passiva
Maria fez uma boa prova./ Uma boa prova foi feita por Maria.
Maria (sujeito ativo) /Uma boa prova (sujeito paciente)
fez (verbo ativo) /foi feita (verbo passivo)
uma boa prova (objeto direto) /por Maria (agente da passiva)
Note-se que:
O que era sujeito ativo transformou-se em agente da passiva
O verbo que era simples passou a composto
O complemento do verbo transformou-se em sujeito paciente
Surgiu, na voz passiva, uma preposição por (em alguns casos aparecerá no lugar de "por" a preposição "de"(rodeado
de várias pessoas)
Então, para ser possível transformar uma oração da voz ativa em voz passiva temos que ter alguns elementos essenciais na voz ativa:
1. Um sujeito
2. Um verbo transitivo
3. Um complemento verbal (verbos intransitivos impossibilitam a existência da voz passiva)
A voz passiva é indicada de duas maneiras:
a- Passiva Analítica - Mediante o uso dos verbos auxiliares ser e estar e o particípio de certos verbos ativos: ser visto (sou visto, és visto, é visto....); estar abatido (estou abatido, estava abatido....).
Raramente, a passiva analítica aparecerá com outro verbos que desempenharão a função de um verbo auxiliar.
Ex.: Alice vinha conduzida pelo namorado (voz ativa: o namorado conduzia Alice)
É importante observar que o tempo verbal da voz ativa deverá ser seguido pelo verbo auxiliar da voz passiva. No exemplo, Alice vinha conduzida pelo namorado, o
verbo auxiliar (vir) está no mesmo tempo que o verbo principal da voz ativa (conduzir)
Ex.: O caçador matou a raposa / A raposa foi morta pelo caçador
verbo principal
verbo auxiliar no pretérito
no pretérito perfeito
perfeito
b- Passiva sintética ou
pronominal - É formada mediante o uso do pronome SE (pronome
apassivador). Neste caso, o sujeito agente desaparece, porque não interessa ao narrador mencioná-lo.
Ex.: "Vendem-se jóias" - jóias não pratica a ação de vender, e, sim, recebe, sofre essa ação. Portanto, jóias não é o agente da ação verbal, sendo o sujeito paciente e o verbo é passivo, sendo essa passividade indicada pelo pronome SE. Essa mesma oração pode ser expressa por "Jóias são vendidas" (passiva analítica), continuando o sujeito a ser jóias, que, por estar no plural levará o verbo também para o plural.
3. Voz Reflexiva
Na voz reflexiva, o sujeito pratica e sofre a ação ao mesmo tempo. A voz reflexiva é formada de um verbo mais um pronome reflexivo (ME, TE, SE, NOS, VOS, SE). Muitas vezes, para se evitar ambigüidade, temos que, ao usar a voz reflexiva empregar outro recurso além do uso desses
pronomes, como ocorre no exemplo seguinte:
João e Paulo feriram-se.
a) podemos ter um verbo passivo equivalente a João e Paulo foram feridos
b) podemos ter um verbo reflexivo equivalente a João e Paulo feriram a si próprios
c) podemos ter um índice de reciprocidade de ação, significando que João feriu a Paulo e Paulo feriu a João.
Para que o verbo possa ser considerado reflexivo nesse exemplo, sem ambigüidades, temos que acrescentar alguma expressão de reciprocidade: João e Paulo feriram-se reciprocamente / um ao outro / a si próprios, etc.
Nos verbos reflexivos, vai sempre aparecer um pronome oblíquo, da mesma pessoa que o sujeito, sem o qual o verbo não poderá indicar reflexibilidade;
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eu me |
nós
nos |
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tu te |
vós vos |
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ele se |
eles se |
Por isso os verbos reflexivos chamam-se também pronominais, dividindo-se em dois grupos: pronominais essenciais e pronominais acidentais.
Pronominais essenciais - são aqueles que vêm sempre acompanhados de pronome oblíquo: arrepender-se, queixar-se, indignar-se, abster-se, etc, e o pronome oblíquo que os acompanha nunca terá uma função sintática.
Ex.: Ele se queixa sempre.
Eu me queixo sempre.
Tu te queixas sempre.
Pronominais acidentais - são os verbos transitivos diretos que, para indicar reflexibilidade da ação, vêm acompanhados do pronome oblíquo.
Ex.: O bandido escondeu o dinheiro (verbo transitivo)
O bandido escondeu-se (verbo reflexivo - escondeu a si próprio)
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