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Redação em concursos

Texto:
por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

O texto dissertativo-argumentativo - Modalidade requisitada em concursos e vestibulares








É chegado o momento em que somos incumbidos a discorrer acerca de um determinado assunto. Mas, afinal, será mesmo que estamos preparados? Tal circunstância, na maioria das vezes, se torna estigmatizada, o que implica, tão somente, em resultados negativos.

Entretanto, esta concepção pode se mostrar contrária ao passo que dispomos de subsídios necessários à execução do referido procedimento. Competências... esta seria a palavra-chave, pois está relacionada aos conhecimentos que devemos ter sobre as particularidades inerentes às técnicas que norteiam a linguagem escrita. Isso implica dizer que as diferentes tipologias se constituem de marcas linguísticas também distintas.

E, por assim dizer, o texto dissertativo-argumentativo é uma modalidade ainda bastante requisitada pela maioria dos exames, apesar destes já se apoiarem em outros gêneros. Para tanto, com vistas a aperfeiçoarmos nossos conhecimentos sobre o assunto, analisaremos alguns aspectos que lhe são peculiares.

Antes de tudo, o ideal é sabermos que teoricamente o texto dissertativo pauta-se pela explanação de um determinado assunto, realizada de maneira estritamente objetiva. Não há lugar para “achismos”, posto que a verdade em que se acredita precisa se caracterizar como algo universal – fazer parte também da concepção dos demais interlocutores –, portanto, juízos de valor que denotem subjetividade são dispensáveis neste caso. Como exemplos, citamos as matérias jornalísticas não opinativas, no caso das notícias e reportagens, bem como os textos de divulgação científica, didáticos, enciclopédias, e outros.

E com referência ao termo “argumentativo”? O que ele nos revela? Eis uma característica intrínseca ao nosso conhecimento de mundo, pois permite nos posicionarmos mediante aos argumentos apresentados. Para tanto, faz-se necessário que estejamos “antenados”, conectados a tudo o que acontece à nossa volta, pois caso contrário, não teremos o que discutir, haja vista que o objetivo maior da argumentação é o de realmente convencer o interlocutor do nosso posicionamento acerca de uma tese, isto é, de uma ideia passível de discussão.

Não deixemos de mencionar que tais argumentos, necessariamente, devem estar reforçados em fontes seguras, passíveis de credibilidade, e não algo proveniente do além. No intento de torná-los verídicos, plausíveis aos olhos do interlocutor, é essencial nos atermos a alguns elementos que caracterizam sua fundamentação. Eis que seguem:

* Argumentos baseados no senso comum – fundamentam-se em valores reconhecidos e compartilhados pela maioria das pessoas pertencentes a um grupo social;

* Argumentos baseados em citações – referem-se à opinião de uma pessoa com certo grau de influência (podendo ser uma autoridade) no que tange ao assunto em questão;

* Argumentos baseados em evidências – como no seu sentido literal, se relacionam a fatos passíveis de comprovação, isto é, dados estatísticos, pesquisas, informações científicas, exemplos reais ou hipotéticos, dentre outros;

* Argumentos baseados no raciocínio lógico – estabelecem relações lógicas entre as ideias apresentadas. Tais relações podem ser de causa e consequência, analogia, oposição, dentre outras.

Mediante os referidos posicionamentos, podemos constatar que a eficácia de um texto dissertativo-argumentativo se encontra arraigada em uma série de pressupostos cuja função é a de conferir credibilidade e exatidão ao discurso proferido pelo anunciador.