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Tipos Textuais

Texto:
por: Vânia Maria do Nascimento Duarte

Tipos textuais









Características linguísticas – fator relevante em cada modalidade


Basicamente, até mesmo porque os livros didáticos os conceituam desta forma, conhecemos três tipos textuais – Narração, Descrição e Dissertação. Entretanto, resta-nos estarmos cientes sobre dois aspectos fundamentais que a eles se referem:

Um deles é sabermos que “tipos” relacionam-se à natureza de ordem linguística, tendo em vista seus aspectos constitutivos. Dessa forma, um texto narrativo caracteriza-se pelo relato acerca de um determinado acontecimento, contando com a participação de alguns elementos primordiais, como, narrador, personagens, espaço, dentre outros.

O texto descritivo pauta-se pelo registro das características pertinentes a um objeto, animal, acontecimento, lugar, pessoa, um fato, e muitos outros. E o dissertativo, cujo discurso refere-se à exposição de ideias com base em argumentos convincentes e verdadeiros a respeito de um determinado assunto.

Outro detalhe é considerarmos que em certas ocasiões discursivas há a coexistência dos três em um único texto. Tal ocorrência dependerá da intenção do próprio emissor, que, ao narrar sobre uma viagem, por exemplo, poderá perfeitamente descrever sobre personagens, lugares visitados, levando em consideração aspectos que lhes são peculiares. O fato é que, mesmo eles fundindo entre si, certamente uma modalidade predominará sobre as outras.

E para que possamos estar aptos a identificar sobre as tais modalidades e suas respectivas especificidades, e, sobretudo torná-las práticas, faz-se necessário estabelecermos uma efetiva familiaridade com a escrita. Partindo do pressuposto de que todo texto remete-se a um contexto gerador, a uma maneira de olhar o mundo, a uma formação cultural, e, consequentemente, a uma intenção por parte de quem o produz.

Atendendo ao propósito de ampliarmos nossos conhecimentos linguísticos sobre o tema em evidência, analisaremos alguns exemplos representativos que retratam sobre o mesmo:


“Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, ora para a esquerda, ora para a direita [...] Depois, como se voltasse à vida, soltava um gemido prolongado, estalando os dedos no ar e vergando as pernas, descendo, subindo, sem nunca parar com os quadris, em seguida sapateava, miúdo e cerrado freneticamente” [...]
Aluísio Azevedo. O cortiço

Podemos perceber que se trata de um texto narrativo, em virtude da presença de elementos característicos.

“ A ideia de que existem planetas em torno de outras estrelas além do Sol não é nova. Mas nenhuma pista deixou os astrônomos tão animados como as que foram detectadas na estrela 51 da constelação do Pégaso, Em outubro, os astrônomos Michel Mayor e Didier Queloz, da universidade de Genebra, notaram que a estrela se movia de um lado para outro. ”[...]
Superinteressante, fev. 1996.

Aqui, nos defrontamos com um texto dissertativo, por se tratar de um fato jornalístico que expõe argumentos sobre descobertas científicas.