A concordância referente a casos de sujeito composto

Por Vânia Maria do Nascimento Duarte

Concordância verbal, casos de sujeito composto, núcleos por gradação, núcleos sinônimos, termos essenciais da oração.

Ao nos referirmos à concordância verbal, a priori, constatamos que os termos essenciais da oração, ora representado pelo sujeito e predicado, se apresentam ligados entre si por meio de um verbo, e que este concorda com o sujeito em número e pessoa.

Constatação extremamente plausível. Contudo, há que se mencionar que o elemento em discussão (a concordância) configura como um dos mais complexos, o qual integra a parte da gramática relacionada à sintaxe. Diante disso, tal complexidade logo nos remete à ideia de algumas regras e, sobretudo de algumas exceções, obviamente. Partindo dessa premissa, ater-nos- emos a alguns casos representativos, desta feita, àqueles relacionados ao sujeito composto. Eis que são:

  • Sujeitos compostos por núcleos sinônimos – Diante de tal ocorrência, o verbo tanto pode permanecer no singular ou ser pluralizado.

Exemplos:

Carinho e dedicação caracteriza o perfil materno.

Carinho e dedicação caracterizam o perfil materno.

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  • Núcleos dispostos em gradação – Quando o sujeito composto for constituído por núcleos dispostos em gradação, o verbo pode concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer no plural.

Exemplos:

Dias, horas, minuto, segundo parecem intermináveis à sua espera.

Dias, horas, minuto, segundo parece interminável à sua espera.

  • Núcleos formados pelos termos “ou” e “nem” – Mediante tal aspecto, se a declaração contida no predicado puder se atribuir a todos os núcleos, o verbo permanece no plural. Se esta se referir a somente um deles, ou seja, se forem excludentes, o verbo permanecerá no singular.

Exemplos:

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