Figuras de linguagem

Por Warley Souza

Figuras de linguagem são formas de expressão que destoam da linguagem comum ou denotativa. Elas dão ao texto um significado que vai além do sentido literal, portanto permitem uma plurissignificação do enunciado. Por exemplo, na frase “Fabiano tem muita cara de pau em aparecer aqui depois de tudo que ele me fez”, a expressão “cara de pau” indica que Fabiano não tem vergonha na cara e não que a cara dele, literalmente, é feita de madeira.

Assim, temos as figuras:

  • de palavras ou semântica;
  • de sintaxe ou construção;
  • de pensamento;
  • de som ou harmonia.

Leia também: Ambiguidade – construção linguística que expressa duplo sentido

O que é figura de linguagem?

Uma escultura de madeira pode ter, literalmente, uma cara de pau.
Uma escultura de madeira pode ter, literalmente, uma cara de pau.

A figura de linguagem é uma forma de expressão que se distancia das regras da linguagem denotativa. Assim, ela pode ser plurissignificativa. Queremos dizer com isso que, ao empregar uma figura de linguagem, o enunciador possibilita uma interpretação para o seu enunciado que extrapola o sentido original, este associado a uma leitura literal dos fatos, isto é, não interpretativa. Por exemplo:

A pedra chorou de tristeza.

Nesse exemplo, o sentido denotativo (original) é que uma pedra verteu lágrimas de seus olhos porque estava triste. Porém, sabemos que pedras não têm olhos e, portanto, não podem chorar. Assim, essa expressão afasta-se das regras da linguagem denotativa para assumir outro sentido.

Desse modo, o fato de a pedra chorar mostra o quanto determinada situação é triste. É tão triste que até uma pedra poderia chorar. Nesse exemplo, a pedra foi personificada, foi tratada como se fosse um ser humano, portanto capaz de chorar e sentir tristeza.

As figuras de linguagem são amplamente utilizadas em textos literários. (imagem principal)
As figuras de linguagem são amplamente utilizadas em textos literários. (imagem principal)

Figuras de palavras ou semântica

  • Comparação

Uma relação de comparação explícita entre dois termos, marcada pela presença de conjunção comparativa.

O pensamento é como um diamante bruto.

O pensamento é tal qual um diamante bruto.

O pensamento é igual a um diamante bruto.

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  • Metáfora

Comparação implícita.

A razão é a luz na escuridão.

Observe que a “razão” está sendo comparada com a “luz”. No entanto, não há nenhuma conjunção comparativa explicitada entre os dois termos. Portanto, se a frase fosse “A razão é como a luz na escuridão”, não teríamos mais uma metáfora, mas sim uma comparação.

No primeiro exemplo, temos uma metáfora impura, assim classificada quando os dois elementos da comparação implícita estão explicitados – no caso, “razão” e “luz”. Já na metáfora pura, isso não acontece:

Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroshima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A antirrosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada

No poema A rosa de Hiroshima, de Vinicius de Moraes (1913-1980), a “rosa” a que o eu lírico se refere é uma metáfora para a bomba atômica, ou seja, ela é comparada a uma rosa. No entanto, em nenhum momento, a bomba é explicitamente mencionada no poema. Para saber mais sobre essa figura de linguagem, acesse: metáfora.

  • Metonímia

Substituição de um termo por outro, desde que haja uma relação entre eles.

Assim, pode haver a substituição:

  • do autor pela obra:

Você não vai acreditar: comprei um Caravaggio.
(isto é: comprar um quadro do Caravaggio.)

  • do possuidor pelo possuído:

Amanhã, vou ao médico e não se fala mais nisso!
(isto é: ir ao consultório do médico.)

  • do lugar pelo produto:

Ela só fumava havana e nada mais.
(isto é: fumar charuto produzido em Havana.)

  • do efeito pela causa:

Aqueles líderes insuflaram a guerra no coração dos jovens.
(isto é: insuflar o ódio, causa da guerra.)

  • do continente pelo conteúdo:

Todos os dias, bebo uma xícara de chá de boldo.
(isto é: beber o chá que está na xícara.)

  • do instrumento pelo agente:

Amanda é um bisturi excepcional.
(isto é: é uma cirurgiã excepcional.)

  • da coisa pela sua representação:

Ninguém fala mal da minha terra sem antes me pedir permissão.
(isto é: falar mal do país, estado ou cidade.)

  • do inventor pelo invento:

O Linux é um sistema operacional gratuito.
(isto é: linux é a invenção de Linus Torvalds; a palavra vem da união do nome de seu inventor “Linus” com “Unix”.)

  • do concreto pelo abstrato:

Na minha vida, encontrei muita gente sem coração.
(isto é: gente sem sentimento.)

Uma pessoa “sem coração” não se importa com o sofrimento alheio.
Uma pessoa “sem coração” não se importa com o sofrimento alheio.
  • da parte pelo todo:

Este foi um livro escrito a quatro mãos.
(isto é: escrito por duas pessoas.)

  • da qualidade pela espécie:

Os irracionais também têm seus direitos.
(isto é: os animais também têm seus direitos.)

  • do singular pelo plural:

O artista é livre para expressar pensamentos e emoções.
(isto é: os artistas são livres.)

  • da matéria pelo objeto:

Quem com ferro fere, com ferro será ferido.”
(isto é: ferir com espada.)

  • do indivíduo pela classe:

Era mais um camões incompreendido.
(isto é: ser mais um poeta incompreendido.)

  • Catacrese

Emprego inadequado de um termo devido à perda de seu sentido original.

A quarentena já dura dois meses.
Não podíamos embarcar no ônibus sem tirar aquelas fotos.

No primeiro exemplo, a palavra “quarentena”, em seu sentido original, refere-se a um período de quarenta dias. No entanto, o termo passou a ser empregado com o sentido de “isolamento”. O mesmo fenômeno acontece no segundo exemplo, em que “embarcar” deixou de ser apenas o ato de entrar em uma embarcação e teve seu sentido ampliado para o ato de entrar em qualquer veículo de transporte.

  • Perífrase ou antonomásia

É a substituição de um termo por outro que o caracterize, como se fosse uma espécie de apelido.

O leão é considerado o rei das selvas.
O leão é considerado o rei das selvas.

O rei das selvas ainda não é uma espécie em extinção.
O Boca do Inferno não tinha papas na língua.

No primeiro exemplo, “rei das selvas” é uma expressão que se refere ao leão. Já “Boca do Inferno”, no segundo exemplo, era como o poeta barroco Gregório de Matos (1636-1695) era chamado.

É importante fazer uma distinção: a perífrase refere-se a coisas ou animais, já a antonomásia refere-se a pessoas. Nessa perspectiva, o primeiro exemplo é uma perífrase; e o segundo, uma antonomásia.

  • Sinestesia

Combinação de dois ou mais sentidos, ou seja, visão, olfato, audição, paladar e tato.

No doce caminho que percorri, ouvi cantarem os pássaros no calor da manhã.

Perceba que a palavra “doce” aciona o paladar; o verbo “cantarem”, a audição; e o substantivo “calor”, o tato. Se quiser saber mais sobre essa figura, leia o nosso texto: sinestesia.

Leia também: Simbolismo – estética literária caracteriza pelo uso de sinestesia

Figuras de sintaxe ou construção

  • Elipse

Ocultação de palavra ou expressão na estrutura do enunciado.

Vou te ligar. Qual o seu número?

Nesse exemplo, foi omitida a expressão “de telefone”: Qual o seu número de telefone?

  • Zeugma

Um tipo de elipse caracterizado pela omissão de um termo mencionado anteriormente.

Preferia os caminhos difíceis aos fáceis.

Ou seja: Preferia os caminhos difíceis aos (caminhos) fáceis.

  • Anáfora

Repetição de uma ou mais palavras no início dos versos ou orações.

Eu não devo ter medo. Eu não devo parar. Eu não devo retroceder.

  • Pleonasmo

É o uso de algum termo dispensável, repetitivo, com o objetivo de enfatizar determinada ideia.

Vi a abdução com meus próprios olhos — ele afirmou. — Você precisa acreditar em mim!

Atenção! Esse tipo de ênfase é aceitável quando utilizado para melhor expressar uma ideia; do contrário, é apenas uma redundância, um vício de linguagem. A fim de conhecer mais detalhes sobre essa figura de linguagem, acesse: pleonasmo.

  • Anacoluto

Falta de conexão sintática entre o início de uma frase e a sequência de ideias.

Aquela atriz não sei de quem você está falando.

  • Silepse

Concordância ideológica, ou seja, com a ideia, e não com o termo expresso.

Existem três tipos:

  • Silepse de gênero:

A gente ficou chocado com o que aconteceu ontem.

Nesse caso, o enunciador é masculino e refere-se a pessoas do gênero masculino, então faz a concordância com a ideia, e não com o sujeito “A gente”: A gente ficou chocada com o que aconteceu ontem.

  • Silepse de número:

O povo exigiu uma satisfação, pois não suportavam mais aquele silêncio.

Nesse exemplo, o verbo “suportavam” tem como sujeito “eles/ elas” (não expresso no período), pois o enunciador pensa em povo como uma quantidade de pessoas. Assim, em vez de fazer a concordância com a palavra, no singular, “povo” (O povo não suportava mais aquele silêncio), o enunciador faz a concordância com a ideia, ou seja, “eles/ elas”, uma quantidade de pessoas chamadas de “povo”, portanto no plural.

  • Silepse de pessoa:

Os ciclistas corremos grande perigo no trânsito.

Observe que, ao conjugar o verbo “correr” na primeira pessoa do plural (nós), o enunciador coloca-se na categoria de ciclista, o que não ficaria evidente se ele fizesse a concordância gramaticalmente esperada: Os ciclistas correm grande perigo no trânsito.

A imprudência é uma das causas de acidentes com ciclistas.
A imprudência é uma das causas de acidentes com ciclistas.
  • Hipérbato

Inversão da ordem direta dos elementos de uma oração ou período.

A ordem direta é composta de sujeito, verbo, complemento ou predicativo:

As manifestações culturais brasileiras são muito valorizadas no exterior.

Assim, temos:

Sujeito: As manifestações culturais brasileiras.

Verbo: são.

Predicativo: valorizadas.

Se ocorrer o hipérbato, a inversão, temos:

Muito valorizadas são as manifestações culturais brasileiras no exterior.

  • Polissíndeto

Repetição da conjunção “e”.

E o cachorro latia, e corria, e babava em tudo que via pela frente.

Veja também: Conjunções coordenativas – palavras responsáveis por estabelecer coesão

Figuras de pensamento

  • Hipérbole

Exagero na declaração.

Estava com tanta fome que podia comer um boi inteiro.

Comer um boi inteiro, de uma só vez, por ser humanamente impossível, é um exagero.
Comer um boi inteiro, de uma só vez, por ser humanamente impossível, é um exagero.
  • Litotes

Afirmação realizada pela negação do contrário.

Ariosto não é nada bonito, mas gosto dele mesmo assim.

Nesse exemplo, o enunciador afirma que Ariosto é feio a partir da negação do adjetivo contrário a feio, ou seja, bonito: não é nada bonito. Se quiser se aprofundar melhor nessa figura de linguagem, acesse: litotes.

  • Eufemismo

Palavras ou expressões agradáveis para amenizar a declaração.

Segundo o juiz, a deputada faltou à verdade em seu depoimento.

Note que, em vez de dizer que a deputada mentiu, é usada a expressão “faltou à verdade”, o que torna a afirmação menos desagradável.

  • Ironia

Sugerir o contrário do que se afirma.

A pontualidade daquele médico é britânica. Só esperei duas horas para ser atendido.

A ironia depende muito de um contexto, ou seja, da situação em que é inserida, do conhecimento do interlocutor sobre o fato ironizado, além de outros elementos, como gestos (na linguagem oral).

  • Prosopopeia

Personificação, atribuição de características humanas a seres irracionais ou a coisas.

O lobo conversou com Chapeuzinho, e decidiram fazer as pazes.

Falar é uma característica humana.
Falar é uma característica humana.
  • Antítese

Oposição entre palavras, expressões ou ideias.

O bem e o mal caminham de mãos dadas no coração humano.

  • Paradoxo ou oximoro

Antítese que expressa uma contradição.

Ninguém parecia ouvir, mas a menina gritava em silêncio.

Note que é contraditório alguém gritar em silêncio, já que o grito se configura em um som.

  • Apóstrofe

Interrupção da frase para interpelar ou invocar.

Não podia acreditar, ó céus, que aquilo acontecera.

  • Gradação

Sequência de ideias.

Ele era um porco, um jumento, um dinossauro. Impossível lidar com alguém assim.

Figuras de som ou harmonia

  • Aliteração

Repetição de consoantes ou sílabas.

Minha mãe me mandou fazer o meu melhor.

É importante lembrar que essa é uma figura usada em textos literários. Em uma linguagem objetiva, ela é considerada um vício de linguagem. Para conhecer melhor essa figura sonora, leia o nosso texto: aliteração.

  • Assonância

Repetição de vogais.

Por onde andam o amor e a dor do trovador?

  • Onomatopeia

Palavra cuja sonoridade está associada à coisa representada.

O cocoricó se faz ouvir toda manhã.

O bem-te-vi estava mais triste naquele dia.

Veja que, no primeiro exemplo, “cocoricó” é um substantivo que, em sua sonoridade, representa aquilo a que se refere, ou seja, imita o canto do galo. Já no segundo exemplo, o substantivo “bem-te-vi” refere-se a um pássaro cujo canto tem essa sonoridade. Se quiser aprender com maior profundidade essa figura sonora muito utilizada em quadrinhos, leia: onomatopeia.

  • Paronomásia

Uso de palavras parecidas, mas com grafia, som e significado distintos.

Depois que fiz a descrição do meu chefe, pedi discrição aos meus colegas de trabalho.

Veja também: Paronímia semelhança formal entre vocábulos

Resumo

→ Figuras de linguagem são expressões conotativas.

→ Figuras de palavras ou semântica:

  • Comparação: relação de comparação entre dois ou mais termos, separados por conjunção.

  • Metáfora: comparação implícita entre dois ou mais termos.

  • Metonímia: substituição de um termo por outro equivalente.

  • Catacrese: emprego inadequado de um termo devido à perda de seu sentido original.

  • Perífrase ou antonomásia: substituição de um termo por outro que o caracterize.

  • Sinestesia: combinação de dois ou mais sentidos do corpo humano.

    → Figuras de sintaxe ou construção:

  • Elipse: ocultação de palavra ou expressão na estrutura do enunciado.

  • Zeugma: omissão de um termo mencionado anteriormente.

  • Anáfora: repetição de uma ou mais palavras no início dos versos ou orações.

  • Pleonasmo: uso de termo dispensável para enfatizar determinada ideia.

  • Anacoluto: falta de conexão sintática entre o início de uma frase e a sequência de ideias.

  • Silepse: concordância ideológica.

  • Hipérbato: inversão da ordem direta dos elementos de uma oração ou período.

  • Polissíndeto: repetição da conjunção “e”.

    → Figuras de pensamento:

  • Hipérbole: exagero na declaração.

  • Litotes: afirmação realizada pela negação do contrário.

  • Eufemismo: palavras ou expressões agradáveis para amenizar a declaração.

  • Ironia: sugerir o contrário do que se afirma.

  • Prosopopeia: personificação.

  • Antítese: oposição entre palavras, expressões ou ideias.

  • Paradoxo ou oximoro: antítese que expressa uma contradição.

  • Apóstrofe: interrupção da frase para interpelar ou invocar.

  • Gradação: sequência de ideias.

→ Figuras de som ou harmonia:

  • Aliteração: repetição de consoantes ou sílabas.

  • Assonância: repetição de vogais.

  • Onomatopeia: palavra cuja sonoridade está associada à coisa representada.

  • Paronomásia: palavras parecidas, mas com grafia, som e significado distintos.

Exercícios resolvidos

Questão 01 - (Enem)

Amor é fogo que arde sem se ver;
é ferida que dói e não se sente;
é um contentamento descontente;
é dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
é solitário andar por entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís de Camões.

O poema tem, como característica, a figura de linguagem denominada antítese, relação de oposição de palavras ou ideias. Assinale a opção em que essa oposição se faz claramente presente.

a) “Amor é fogo que arde sem se ver.”

b) “É um contentamento descontente.”

c) “É servir a quem vence, o vencedor.”

d) “Mas como causar pode seu favor.”

e) “Se tão contrário a si é o mesmo Amor?”

Resolução

Alternativa B.

Em “É um contentamento descontente”, é possível verificar que a palavra “contentamento” tem sentido oposto a “descontente”.

Questão 02 - (Enem)

Ferreira Gullar, um dos grandes poetas brasileiros da atualidade, é autor de “Bicho urbano”, poema sobre a sua relação com as pequenas e grandes cidades.

Bicho urbano

Se disser que prefiro morar em Pirapemas
ou em outra qualquer pequena cidade do país
estou mentindo
ainda que lá se possa de manhã
lavar o rosto no orvalho
e o pão preserve aquele branco
sabor de alvorada.

.....................................................................

A natureza me assusta.
Com seus matos sombrios suas águas
suas aves que são como aparições
me assusta quase tanto quanto
esse abismo
de gases e de estrelas
aberto sob minha cabeça.

GULLAR, Ferreira. Toda poesia. Rio de Janeiro: José Olympio Editora, 1991.

Embora não opte por viver numa pequena cidade, o poeta reconhece elementos de valor no cotidiano das pequenas comunidades. Para expressar a relação do homem com alguns desses elementos, ele recorre à sinestesia, construção de linguagem em que se mesclam impressões sensoriais diversas. Assinale a opção em que se observa esse recurso.

a) “e o pão preserve aquele branco/ sabor de alvorada.”

b) “ainda que lá se possa de manhã/ lavar o rosto no orvalho”

c) “A natureza me assusta./ Com seus matos sombrios suas águas”

d) “suas aves que são como aparições/ me assusta quase tanto quanto”

e) “me assusta quase tanto quanto/ esse abismo/ de gases e de estrelas”

Resolução:

Alternativa A.

Em “e o pão preserve aquele branco/ sabor de alvorada”, dois sentidos são acionados, ou seja, a visão (“branco”) e o paladar (“sabor”).

Questão 03 - (Enem)

Nesta tirinha, a personagem faz referência a uma das mais conhecidas figuras de linguagem para

a) condenar a prática de exercícios físicos.

b) valorizar aspectos da vida moderna.

c) desestimular o uso das bicicletas.

d) caracterizar o diálogo entre gerações.

e) criticar a falta de perspectiva do pai.

Resolução

Alternativa E.

Na tirinha, a existência do pai do enunciador é comparada ao ato de pedalar uma bicicleta e não chegar a lugar nenhum, portanto a vida do pai não teria perspectiva. 

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